Tem meninas que sonham em ser ricas, casar, ter filhos, sei lá o que...
Eu só sonhava com a minha família, mas não a família que um dia irei criar, e sim a família que Deus escolheu para me abraçar.
Um lar que deveria ser normal, um lar que é atípico em alguns lares.
Uma mãe e um pai que são unidos, que tem suas diferenças, mas são unidos em amor.
Um casal que batalha para o sustento, não para o luxo, um casal que se alegra e que é grato pelo que têm.
Um casal que ama seus filhos e jamais soltam suas mãos .
Se os pais soubessem a dor que causam nos filhos, eles não seriam pais.
E naquele dia 11 de setembro de 2015, quando você me deixou, você levou comigo meu sonho.
Eu sonhava que um dia você ia lembrar das filhas que teve, e que em algum momento isso seria suficiente.
Sua morte não apaga a dor que causou, ou as suas transgressões, mas ela apaga a oportunidade de um perdão, ao qual nem tenho esse direito, e de uma esperança.
Eu te perdoei, ou melhor dizer, eu espero que tenha um motivo pai por tudo que fez, mas como poderei perdoar o fato de você nunca mais poder ser meu pai?
Nas horas mais difíceis eu me pergunto, e se meu pai tivesse aqui? E se....
O meu sonho se tornou um " e se ", mas sabemos que esse "e se" nunca aconteceu.
E se já é tarde...
E se já cresci...
E se não tem o que fazer...
O caus foi causado...
O que resta é seguir em frente e transformar o " e se" no "eu vou"
Eu vou ser diferente.
Eu vou mudar.
Eu quero mais.
Eu mereço mais.
Eu posso mais.
"Ainda que meu pai e minha mãe me abandonem. O Senhor cuidara de mim. Salmos 27:10"
E se ganha um novo Pai, se ganha um novo sentido, um novo motivo, e se segue em frente.
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